O que aprendemos com o UXTalk’19?

uxtalk evento sobre design - take - capa post

O Design Crew da Take marcou presença no UXTalk deste ano! Por lá, tivemos vários encontros com o objetivo de atualizar aprendizados em Design e fortalecer nossa rede de contatos.

Nessa edição, o UXTalk’19 abordou, com workshops e palestras, ferramentas e métricas muito importantes de argumentação, com papéis decisores do negócio — que envolvem diariamente o impacto do time enquanto designers — e os produtos no mercado.

Os Take.Seres que participaram do evento fizeram uma seleção sensacional do que viram por lá, e acreditamos que vale a pena compartilhar com você. Acompanhe!

Da esquerda para a direita: luis motta (ux – cs), ândlei lisboa (líder técnico do design), karol alvarenga (social media – mkt), aline reis (ux – cs) e tathi avila (ux – plataforma)

Com a palavra sobre o UXTalk, nosso Design Crew

No workshop sobre Pesquisa Qualitativa em UX: passos para entender o usuário, que foi apresentado pela Elizete Ignácio e a Denise Pilar (ambas autoras do livro UX Research com Sotaque Brasileiro, lançado oficialmente em novembro de 2019), vimos diversas formas de classificar dados, além de técnicas que podem ser utilizadas para transformar dados qualitativos em conhecimento.

A importância de conhecer a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e seus impactos no gerenciamento dos conhecimentos provenientes de pesquisas feitas por uma organização é possivelmente a mensagem mais importante no contexto atual da Take.

Aprendizados com as palestras

No sábado, o dia foi intenso. Amyris Fernandez, Doutora em Ciências da Comunicação e com vasta experiência no universo de User Experience, abriu a programação falando sobre a Maturidade de UX na Organização e nos papéis de liderança.

O primeiro ensinamento é Faça seu/sua chefe brilhar. Isso significa esforçar-se pelo e para o time, para que a pessoa se destaque e coloque você e seu trabalho em um nível superior e de maior confiabilidade.

Outro ensinamento é de que designers devem amar números e se envolverem cada vez mais com assuntos de Analytics, Testes A/B e mais para conseguirem traduzir escolhas de Design em números, estatísticas, taxas de conversão e faturamento.

Entender o negócio é ser estratégico e posicionar-se como o/a designer que fala e entende a língua não só do usuário, mas do mercado e do lucro envolvido no projeto.

A importância do respeito aos processos

Depois, Patricia Mourthe, da Somos Educação, discutiu sobre O Processo do Processo de UX, enfatizando o valor do Design nas organizações, que geralmente é separado nos níveis tático (função), organizacional (integração) e estratégico (negócios), mas que nunca deve deixar de ser uma contínua descoberta e evolução.

Leo Braca, da Hotmart, falou sobre Processos e Entregáveis UX. Nesse papo, ele nos mostrou como processos de design bem estruturados podem trazer ótimos resultados para o produto e para o negócio. Para isso, devemos sempre entender nosso lugar como designer no time, saber se estamos resolvendo o problema certo no produto e sempre ter um mindset explorador sem medo de tomar decisões e testar coisas novas.

Para que essas decisões sejam tomadas, devemos ter em mente que o processo precisa estar bem estruturado para que o designer possa entender o contexto e levantar insumos para uma determinada demanda antes que qualquer ação seja feita.

Andrea Calvino, da Mutant, veio em seguida, falando sobre UX Writer, citando Eduardo Galeano, renomado escritor uruguaio, o estudo do uso da Emojeria — que vem desde 1893 — e o método organizacional chamado LATCH (Localização, Alfabetização, Tempo, Categoria e Hierarquia) na hora de contar histórias que façam sentido para o usuário.

Dados para soluções mais eficientes

Alan Pierre, da Sympla, apresentou a palestra O que vem depois da Cultura do Achismo dando insights interessantes sobre como estruturar e validar hipóteses. Foi mostrado como decisões de produto devem ser pesquisadas e que, para isso, devemos unir os objetivos daquele produto ou feature com nossos conhecimentos relativos a ele.

Para que esses conhecimentos sejam adquiridos, devemos nos munir de pesquisas quantitativas e qualitativas, além de uma breve análise de contexto. Assim, não só propor a mudança como também medir seus impactos para os usuários.

Leo Oliveira (Puc Minas Virtual) e Thais Falabella (Sympla), com uma apresentação em extrema sintonia, falaram da importância de dados, pesquisas e avanços em projetos de Design. Segundo eles, existem 5 regras claras:

  1. Tudo pode ter métricas;
  2. Dados são para todos;
  3. Eles devem entregar algum valor, e não apenas dados;
  4. Dados são o resultado do equilíbrio de esforço e impacto;
  5. Então, devem ser claros, empáticos e acionáveis.

A liderança no mundo do Design

Quase fechando a maratona de conteúdos, Alexandre Spengler, do NuBank, fechou com chave de ouro, falando sobre A Arte de Liderar e Desenvolver Pessoas.

Alexandre, de forma muito calma e didática, trouxe algumas dicas de liderança para criar um time de sucesso. Primeiro, é necessário criar uma relação de confiança e de colaboração entre todos os membros da equipe.

Outro ponto importante é ter uma equipe diversificada e com objetivos claros. Por fim, dar desafios e oportunidades constantemente para as pessoas que você lidera. Então, para ele, o papel do líder é garantir a empresa alcance os resultados e também ajudar seus liderados a crescerem e alcançarem os seus objetivos.

O quão maduro é o seu Design?

Por fim, nosso Tech Lead aqui da Take,  Ândlei Lisboa, abordou o assunto: Medindo a Maturidade de Design nas Empresas, discorrendo a importância de falar sobre hostilidade contra usabilidade nas grandes e pequenas organizações.

Ele convidou a comunidade à interpretação do documento The Design Maturity Stage, produzido pelo Invision, e propôs a reflexão sobre UX Team of One, da Leah Bulley, sobre:

  1. Ouvir de verdade;
  2. Fazer junto;
  3. Quando bom é o bastante;
  4. Convidar as pessoas.

Resumidamente, o UXTalk’19 nos trouxe muito conteúdo, mas também um lembrete de que há muito a ser pesquisado, analisado, feito e discutido. Que possamos fortalecer ainda mais a comunidade de designers, tão democrática e ansiosa por conhecimento, e que, cada pessoa, na sua individualidade, se interesse e se dedique também por outros assuntos — por que não? — além da caixinha Design!

Curtiu saber mais sobre o UXTalk? Tem interesse em aprender mais sobre design? Então confira nossos outros artigos sobre o tema!

Este é um post colaborativo do nosso Design Crew.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Talvez você goste desses conteúdos também: