APIs: conceito e importância das interfaces de programação de aplicações

A integração a APIs pode facilitar demais o trabalho de quem desenvolve. Entenda melhor o conceito e veja exemplos de como elas funcionam.

 

A sigla API é uma abreviação para Application Programming Interface, ou, em português, interface de programação de aplicação. Em uma definição formal, API se trata de um conjunto de rotinas e padrões estabelecidos por um software para a utilização das suas funcionalidades por outros aplicativos.

A API nada mais é do que uma forma de comunicação entre sistemas. Elas permitem a integração entre dois sistemas, em que um deles fornece informações e serviços que podem ser utilizados pelo outro, sem a necessidade de o sistema que consome a API conhecer detalhes de implementação do software.

Metaforicamente, podemos pensar em APIs como um garçom. Quando estamos em um restaurante, buscamos o que desejamos no menu e solicitamos ao garçom. O garçom encaminha esse pedido à cozinha, que prepara o pedido. No fim, o garçom traz o prato pronto até a gente. Não temos detalhes de como esse prato foi preparado, apenas recebemos o que solicitamos.

Com APIs, a ideia é a mesma do garçom. Ela vai receber seu pedido, levar até o sistema responsável pelo tratamento e te devolver o que solicitou (o que pode ser uma informação, ou o resultado do processamento de alguma tarefa, por exemplo). Saiba mais sobre essas grandes aliadas dos devs e das empresas neste post!

Importância das APIs

Atualmente, quando temos um mundo tão conectado, as APIs são essenciais para a entrega de produtos cada vez mais ricos para os usuários. Independente do produto que se deseja oferecer (seja ele um site, um aplicativo, um bot), é muito importante a utilização de APIs integradas a sistemas para trazer uma gama de funcionalidades para sua aplicação.

Podemos pensar na utilidade da API por dois pontos de vista: como produtor ou consumidor. Quando você produz, você está criando APIs para que outras aplicações ou sistemas possam se integrar ao seu sistema. Isso não significa que você irá criar uma API apenas para expor seu sistema a terceiros. Vai depender do seu propósito, mas a API também pode ser apenas para seu uso, como de uma interface sua para os clientes.

Seguindo nessa linha de raciocínio, imagine que você possua um sistema de comércio. Ao criar uma API de acesso ao seu sistema, você possibilita a oferta de seus produtos nas interfaces de seu interesse. O que você vai expor de seu sistema na API depende do que deseja oferecer como funcionalidade, mas poderia, por exemplo, listar produtos, ofertar promoções, efetivar vendas e até mesmo realizar a cobrança do pedido.

Algumas aplicações das APIs

Até aqui, exploramos a possibilidade de você criar a API para facilitar a integração com aplicações. No entanto, hoje em dia já possuímos uma quantidade enormes de APIs que podemos utilizar para enriquecer nossas aplicações, e são de todos os tipos. Vou citar apenas algumas para ilustrar a gama de serviços e funcionalidades já existentes para integração entre sistemas:

  • pagamentos: como exemplos de sistemas que oferecem APIs para pagamentos, temos PagSeguro, Paypal, Iugu, Cielo, que vão oferecer uma infinidade de formas de pagamentos para sua aplicação;
  • redes sociais: uma vasta quantidade de redes sociais também oferecem APIs que podemos utilizar para enriquecer a experiência dos usuários em nossas aplicações. Algumas deles são Facebook, Twitter e Instagram. Essas APIs oferecem funcionalidades diversas, como obter informações úteis sobre o usuário, criar opção de login utilizando o perfil da rede social, entre outras;
  • localização: uma das APIs mais populares quando falamos de localização é a do Google Maps. APIs do tipo irão possibilitar que sejam oferecidos serviços e informações para o usuário de acordo com sua localização, trazendo uma experiência muito mais rica;
  • comércio eletrônico: APIs desse tipo possibilitam integrar com sistemas e ampliar a oferta de produtos para venda, assim como fazer acompanhamento de compras realizadas. Algumas plataformas que oferecem APIs nesse sentido são Mercado Livre e eBay.

Esses são somente alguns exemplos, mas as possibilidades de integrações são enormes. Se quiser dar uma olhada em outras APIs, acesse o site 99APIs que irá encontrar uma boa variedade delas por lá.

Exemplo de uso e integração a APIs

Para exemplificar a facilidade que as APIs trazem na construção de nossas aplicações, vou utilizar como referência o BLiP, plataforma de chatbots criada pela Take. O BLiP não só proporciona uma forma simples de integrar com qualquer API, como também traz algumas integrações já prontas, facilitando bastante a construção de um chatbot.

O principal tipo de integração pronta que podemos pensar que o BLiP nos traz são com os canais onde o chatbot pode ser oferecido. Para que um chatbot funcione dentro de um canal, cada canal também disponibiliza uma API. É através dela que o chatbot irá poder receber e enviar mensagens, utilizar recursos suportados pelo canal, entre outras funcionalidades. No entanto, cada canal oferece uma API diferente, o que vai requerer que conheça os detalhes da API para criar seu chatbot.

E se o chat estiver em mais de um canal, é mais de uma integração a ser feita. Utilizando o BLiP, não temos esse tipo de preocupação, pois a plataforma já é integrada a cada um desses canais. Em resumo, podemos criar um chatbot e, apenas habilitando no BLiP, ele poderá estar no Messenger, Skype, WhatsApp, SMS, etc. Não é uma mão na roda?

E não para por aí. Caso a gente queira enriquecer nosso chatbot com inteligência artificial, o BLiP também já está integrado às principais plataformas de IA oferecidas no mercado, como IBM Watson, Microsoft LUIS e DialogFlow. Além disso, também existe integração com Chatbase e Botanalytics, que irão permitir que a gente tenha várias estatísticas de nosso chatbot.

Essas são algumas das integrações que o BLiP oferece para que possamos criar e acompanhar a utilização do nosso chatbot. No entanto, como já discutimos nesse texto, a oferta de APIs é enorme, e integrá-las também é muito simples com o BLiP, caso você esteja construindo o bot utilizando o Builder.

Para que isso ocorra, basta criar uma ação de entrada ou saída do tipo “Requisição HTTP”.

integração a apis requisição http

Na tela que se abre, basta configurar a requisição à API, definindo o método de chamada (GET, POST, etc), a URL da API e cabeçalhos, caso seja necessário. Além disso, podemos configurar variáveis para salvar a resposta recebida da API. É através dessa variável que poderemos acessar possíveis informações do retorno para exibição no chatbot.

integração a apis the new york times

No exemplo da imagem anterior, estamos realizando uma chamada à API do The New York Times para recuperar uma lista de best sellers. Com essa resposta salva na variável BestSellerResponse, podemos utilizar essa informação como desejarmos. Para efeito de exemplificação, apenas exibimos alguns dados da resposta do primeiro livro da lista:

integração a apis dados de resposta

Diante dos conceitos e exemplos apresentados, podemos perceber o quão útil pode ser para nossas aplicações fazer uso de integrações APIs. Elas trazem uma grande quantidade de recursos para enriquecer nossas aplicações e permitem que sistemas conversem entre si, compartilhando serviços e informações, utilizando um padrão bem fácil de assimilar. Se você está pensando em criar um bot e gostaria de ajuda com a integração a APIs, recomendo acessar o BLiP gratuitamente!

Fontes: NY Times Developers, FreeCodeCamp, 99APIs, Sensedia, Take.Blog, Wikipédia

weberson post integração a apis

Weberson Pereira

Analista de Sistemas na Take

 

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