Chatbot médico: é possível diagnosticar doenças por bot?

chatbot hospital

Já ouviu falar em chatbot médico? Se essa ideia te assusta, pode se acalmar: a substituição de profissionais da medicina por robôs não é uma realidade – e, inclusive, é exatamente sobre isso que vamos debater neste artigo! 

Com o avanço significativo da tecnologia e, principalmente, da inteligência artificial, está sendo possível fazer uma verdadeira revolução no campo da saúde. No entanto, mesmo que os chatbots já estejam se mostrando cada vez mais presentes nos hospitais e clínicas, o chatbot médico ainda não é algo com o que você deva se deparar por aí. 

Pensando em esclarecer melhor as funções de um chatbot na medicina e tentando prevenir que você caia em alguma cilada por aí, este artigo pretende te ajudar a entender como os bots podem e não podem te auxiliar como paciente. Vamos lá? 

Antes de mais nada: o que é um chatbot? 

Mas antes de desmascarar o chatbot médico, vamos dar um passo atrás e entender melhor o universo que engloba essa tecnologia: o que é, de fato, um bot? 

Um chatbot é um software criado a partir de inteligência artificial, exatamente por terem como um de seus objetivos assemelhar sua interação com a de um humano. Essa tecnologia, que tem se consolidado e tornado parte da estratégia da maioria de empresas nos últimos anos, pode ser usada em forma de texto ou áudio e se encaixa em diferentes canais de comunicação (como chats de site, Facebook Messenger e até mesmo WhatsApp). 

Mas por que o chatbot tem tido tanta relevância nos mais diversos nichos do mercado? Com a expansão da internet e as consequentes mudanças no modo como as pessoas esperam que empresas interajam com elas, existe uma demanda maior por um atendimento mais personalizado e imediato – ambas características marcantes de um chatbot. 

Além de funcionar em um regime 24/7, o chatbot também se faz de ajuda às próprias equipes de responsáveis pelo atendimento ao cliente, que podem passar a concentrar seus esforços em situações mais complexas

Bom tanto para o usuário quanto para a empresa, o chatbot tem se desenvolvido de forma a chegar nos mais diversos espaços – dentre eles os hospitais, clínicas e consultórios médicos! 

Leia mais: [Guia Completo] Chatbot: o que é, como criar, benefícios e cases 

Chatbot médico: existe? 

Não! Assim como já demos um spoiler no início do artigo, o chatbot médico não é uma realidade com a qual você deva se preocupar. Apesar de alguns lugares estarem testando essa possibilidade, a funcionalidade ainda levanta muitas dúvidas e deixa os pacientes (e médicos) hesitantes quanto a sua atuação.  

A verdade é que, em um universo tão complexo quanto o da medicina, a ideia de receber diagnósticos diretamente de um robô é um assunto delicado. Para entendermos melhor, separamos alguns dos principais desafios que um chatbot médico apresentaria. 

A leitura do paciente

Imagine uma visita regular ao médico. Para descrever seus sintomas, você muito provavelmente vai deixar transparecer sua personalidade e até mesmo alguns regionalismos. 

Por exemplo: se você mora em Minas Gerais, pode usar expressões como “tem um trem doendo um cadinho aqui”, enquanto alguns baianos poderiam descrever um incômodo mais forte como “uma dor pra lá de arretada”. Pessoas mais fechadas podem diminuir a dor que sentem, enquanto outras – talvez hipocondríacas – podem exagerar nos sintomas. 

O fato é: a leitura de seres humanos demanda muito cuidado e é um dos pontos que faz com que o diagnóstico online não soe tão confiável

Além disso, pensando exatamente nessa questão de regionalidade e no tamanho do Brasil, seria necessário equipar os robôs com uma inteligência linguística bem (bem!) vasta. 

Regulamentação 

Dar inícios a novos processos, principalmente na saúde, requer prudência na regulamentação acerca disso. Tratar de vidas humanas é algo que demanda consciência,  discernimento e cautela

Quando falamos de diagnósticos vindos de um chatbot médico, estamos dizendo de um universo de saúde completamente novo e que, por isso mesmo, deve ser regulamentado de forma a zelar pelo bem estar dos pacientes! Além disso, seria necessário a mesma noção de confidencialidade e ética médica que qualquer outra profissional “real”. 

Tudo isso pode se concretizar como mais uma camada que barra o avanço da tecnologia – pelo menos momentaneamente. 

Confiança

Se formos ser sinceros, todos os principais empecilhos frente ao chatbot médico vêm de um lugar comum: a falta de confiança

A área da saúde, exatamente por ser um campo super vasto e de complexidade imensa, pauta-se em inúmeras variações, exceções e raridades. Nesse sentido, seria demandado muito de um chatbot médico muito discernimento quanto aos sintomas, doenças, tratamentos…

Afinal, você confiaria em um diagnóstico vindo de um conjunto de algoritmos? E, do outro lado da moeda, os profissionais de saúde acreditariam em suposições médicas vindas de um robô? No fim, esse é ainda um assunto delicado e, por isso, o uso dessa tecnologia ainda parece um pouco distante no horizonte da inteligência artificial. 

Mas chatbots podem ser usados na medicina? 

Mas calma! As circunstâncias barrando o chatbot médico não significam o distanciamento completo da tecnologia de automatização do universo da saúde. Hoje mesmo você já consegue achar vários usos para chatbot no hospital! 

Essa tecnologia tem usado as potências da inteligência artificial para auxiliar equipes de clínicas e hospitais a serem mais eficientes em tarefas rotineiras. Dentre os usos mais comuns, o chatbot pode ajudar no agendamento, na remarcação e no cancelamento de consultas e exames, no auxílio de cuidados específicos a pacientes durante os períodos de pré e pós operatório e na assistência em relação a informações sobre medicamentos. 

Ficou curioso sobre como o chatbot age nos hospitais? Aqui neste artigo você descobre mais sobre seus usos no cotidiano da saúde

Agora você sabe que, pelo menos por enquanto, o chatbot médico não passa de uma espécie de lenda urbana ou de personagens de filme de ficção. Fique atento para não cair em ciladas na internet e lembre-se sempre de consultar um médico antes de seguir dicas vindas do google!

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