Chatbot na saúde: como profissionais e pacientes podem ser beneficiados [com case]

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O desenvolvimento de chatbots na área de saúde definitivamente estão beneficiando este setor através do auxílio a pacientes e médicos.

Estima-se que em pouco tempo os chatbots na saúde, suportados pela inteligência artificial (IA), poderão aliviar a carga dos profissionais médicos em relação a problemas de administração e gerenciamento, rapidamente solucionáveis.

Graças as aplicações surpreendentes dos chatbots, a empresa de pesquisa Grand View Research estima que o mercado global chegará a US$ 1,23 bilhão até 2025.

Pensando nisso, escrevi este artigo para discutir os efeitos dos chatbots na saúde, uma área tão delicada e importante em nosso dia-a-dia.

Chatbot na Saúde: como tudo começou

Sabemos que a necessidade de assistentes pessoais virtuais não é nova. O primeiro programa para processamento de linguagem natural da história foi criado por Joseph Weizenbaum no laboratório de inteligência artificial do MIT, há 52 anos.

Chamado de Eliza, o programa imitava um psicólogo rogeriano – terapeuta que faz perguntas ao paciente simplesmente reorganizando o que o próprio paciente diz.

Eram os primórdios da inteligência artificial, que começava a sair dos romances de ficção científica para entrar definitivamente na realidade das pessoas.

Atualmente, já existem alguns campos médicos em que empresas oferecem assistentes pessoais digitais inteligentes para facilitar a vida de pessoas com deficiência visual, tornando-as mais independentes.

Entre as soluções estão o Horus, OrCam, BeMyEyes e Aira. Estes são aplicativos que, por meio de algoritmos, são capazes de descrever o ambiente para o usuário. Eles podem também:

  • ler textos;
  • reconhecer rostos e objetos — como produtos de supermercado e notas de dinheiro;
  • receber notificação sobre obstáculos.

E o melhor disso tudo é que tais algoritmos são todos capazes de aprender com o tempo.

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Diante da possibilidade que a transformação digital nos oferece diariamente, acabamos desejando a mesma comodidade para outros aspectos de nossas vidas. Isso inclui o atendimento médico. Desejar essa possibilidade nem de longe é o mesmo que sugerir que os chatbots vão substituir os humanos.

No entanto, o uso de chatbots na saúde pode fazer, por exemplo, parte do trabalho de triagem associado à queixa inicial do paciente, ajudando-o a identificar se algo está errado. A partir disso, é possível conduzi-lo ao atendimento com seu médico ou convênio.

Cases de sucesso de chatbots na saúde

Por enquanto, o que os “chatbots médicos” oferecem são uma mistura de serviços exclusivos para pacientes (rastreiam dados de saúde) ou de pacientes-médicos (programas que conectam os dois grupos para diagnóstico, tratamento, etc).

  • A Kore.ai, empresa que oferece bots inteligentes para consultório e clínicas, é capaz de conectar pacientes diretamente aos contatos certos, dar detalhes de compromissos ou fazer alterações de agendamento. O assistente digital permite ainda renovar receitas ou pagar contas.
  • Já o Safedrugbot incorpora ao serviço de chatbot médico um suporte semelhante a de assistentes para profissionais de saúde – e é capaz de auxiliá-lo, por exemplo, sobre informações apropriadas a respeito de determinado medicamento prescrito durante a amamentação.
  • Outro chatbot da saúde que tem destaque no setor é a Molly, enfermeira virtual baseada em avatar, que conecta pacientes ao aconselhamento clínico para avaliar sua condição e sugerir acompanhamento adequado.
  • Já o HealthTap permite que pessoas conversem com um médico e enviem fotos e cópias de resultados de laboratório para ver se um problema requer cuidados adicionais e precisa de uma visita ao clínico geral ou especialista.
  • Aqui no Brasil, o chatbot do Hospital Madre Teresa se tornou destaque ao auxiliar pacientes, sendo considerado uma inovação na área da saúde pela Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP).

Essas soluções de chatbot na saúde são capazes de liberar as equipes de clínicas e hospitais de realizarem tarefas repetitivas, permitindo que elas concentrem-se em atividades mais estratégicas.

Assim, geram economia à medida que diminuem o número de visitas a consultórios médicos e colaboram com restrições orçamentárias que eventualmente o estabelecimento de saúde venha a passar.

O que concluímos a partir desses dados

Os chatbots da saúde têm um enorme potencial de auxiliarem profissionais e pacientes, expandindo a continuidade da relação entre chatbot e o atendimento humano – mas nunca substituindo o profissional, como vale ressaltar.

Entretanto, apesar dos inúmeros benefícios, ainda existem barreiras à adoção generalizada de chatbots na saúde.

Os idosos, por exemplo, oferecem grande resistência ao uso de tecnologia. Também há real preocupação com a privacidade do paciente e a segurança dos dados, questões que sempre são relevantes quando o assunto é ferramenta de TI. Não podemos colocar em risco o acesso a dados pessoais – e ainda tem a LGPD.

Leia também: LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) no contexto dos chatbots

Essas críticas são importantes para melhorarem cada vez mais as soluções da área e contribuírem para que tais mudanças comecem a fazer parte de nosso cotidiano.

Por enquanto, os chatbots na saúde preenchem um papel relativamente pequeno no campo, mas com os provedores adotando mais técnicas de telemedicina, é provável que os pacientes os encontrem com cada vez mais frequência, oferecendo contribuições importantes para a manutenção de nossa saúde e bem-estar.

Nós criamos chatbots que automatizam diferentes ações diárias da sua empresa. Você pode estabelecer sua presença no WhatsApp, Messenger, Facebook, Telegram, sites e mais canais.

Depois de construir seu canal de mensagens, a Take atua em todo o processo de gestão e evolução, oferecendo suporte especializado, de acordo com o tamanho e necessidade da sua empresa.


juliano post chatbots na área da saúdeJuliano Braz
Sócio-Diretor da Take

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