UXCONFBR 2018 e o design como meio para inclusão

design inclusivo

Utilizando o design como meio para inclusão, o papel da pessoa que trabalhar com User Experience pode ir muito além da experiência e influenciar em outras áreas além do produto.

design como meio para inclusão
Depoimento apresentado durante a palestra da Ana Domb sobre “Construyendo futuros mientras aprendemos” durante a UXConfBR 2018 — foto: UXConfBR.

Mais do que uma conferência, um convite para reflexão, este ano aconteceu mais uma edição da conhecida #UXCONFBR — o maior evento brasileiro sobre Design para Experiência do Usuário.

Junto a mais de 400 pessoas, também participamos de mais uma edição para contribuir e interagir com a comunidade.

Além de assistir diversas palestras que falavam, de forma direta ou indireta, sobre a importância da experiência das pessoas, neste ano a conferência abordou tópicos que não são tão discutidos no nosso dia a dia, e também sobre a importância da nossa profissão para a inclusão e acessibilidade das pessoas.

Embora o design esteja com um momentum interessante para os negócios, ele também pode ser uma ferramenta para promover a inclusão. Ou melhor, o poder que o design tem em si para empoderar as pessoas e transformar diferentes realidades.

Este ano também tive a oportunidade de contribuir com essa discussão através da minha apresentação sobre o meu artigo “precisamos falar de acessibilidade nos chatbots”, mas o mais legal de tudo foi poder interagir com outras pessoas que também veem o design como meio para inclusão, para dar voz às minorias — e refletir sobre o momento que estamos vivendo em diversas esferas:

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Apresentação do Luiz Bordim sobre o “O ensino centrado no aluno: a experiência dos Nativos Digitais em sala de aula e a relação com seus professores Imigrantes” durante a UXConfBR 2018.

Dividida em três dias de muito conteúdo, desde workshops até apresentações mais longas, queria aproveitar este momento para fazer alguns highlights da conferência:

A “existência como forma de resistência”, do Matheus Lamoço, nos trouxe uma reflexão sobre como as questões de gênero, sexualidade e raça precisam fazer parte do nosso dia a dia, principalmente numa profissão que no próprio nome exige a empatia (experiência).

E em uma continuação da conversa, a Caroline Guilherme subiu a palco para falar sobre “como incentivar o empoderamento feminino me fez uma designer melhor?”, afinal, temos o poder de aplicar a empatia para mudar a nossa realidade:

Quando o Design se torna meio facilitador, ele pode influenciar na acessibilidade das pessoas, inclusive na construção de melhores produtos — é como o Juan Martín Garcia apontou em sua palestra: “La accesibilidad debe ser pensada para todos”.

Além disso, também aprendemos mais sobre a relação conturbada entre UX e economia comportamental com o Ricardo Couto, que pontuou muito bem:  

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Apresentação do Ricardo Couto sobre o “UX + economia comportamental: uma relação complexa e conturbada” durante a UXConfBR 2018.

Além do design como meio para inclusão, o que mais vimos?

Mas o evento não foi apenas sobre acessibilidade, empoderamento e reflexões. Também tivemos muitas fontes de inspirações e compartilhamento de outros tipos de conteúdos, como por exemplo:

No final do evento, saímos com a esperança e várias reflexões de que podemos, sim, ser agentes de mudança na sociedade e nas empresas que representamos. Ainda mais quando temos uma comunidade mega engajada com a causa e com o compartilhamento de conteúdos!

Parabéns a UXCONFBR e as pessoas que participaram direta ou indiretamente do evento. Ano que vem tem mais 🙂


caio post design como meio para inclusãoCaio Calado
Chatbot Advocate na Take

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