Nível de maturidade em times ágeis: descubra qual é o do seu time!

Nível de maturidade em times ágeis

Você sabe qual é o nível de maturidade do time com o qual você trabalha? Se a sua resposta é “sim”, ótimo! Você tem uma excelente chance de ser assertivo na condução dos trabalhos e na melhoria contínua desse time. Se a resposta é “não”, esse texto é uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o assunto e, quem sabe, aplicar no seu dia a dia.

Independente da resposta, não deixe de ler o texto até o final e de contribuir com seu comentário. Vamos lá?

Como saber qual o nível de maturidade em times ágeis?

Conhecer os níveis de maturidade de times ágeis não é algo trivial. Como os métodos ágeis não são prescritivos, não há um direcionamento claro sobre o assunto, entretanto, é possível utilizar uma base consolidada como guia para dar o primeiro passo

O próprio Manifesto Ágil traz alguns princípios que podem ser utilizados como apoio para este trabalho. Se você quer saber um pouco mais sobre times ágeis, pode conferir os três fundamentos essenciais.

Quais são alguns dos princípios do Manifesto Ágil?

Confira abaixo:

  • “Pessoas de negócio e desenvolvedores devem trabalhar diariamente em conjunto por todo o projeto.”
  • “Construa projetos em torno de indivíduos motivados.
  • Dê a eles o ambiente e o suporte necessário e confie neles para fazer o trabalho.”
  • “O método mais eficiente e eficaz de transmitir informações para e entre uma equipe de desenvolvimento é através de conversa face a face.”
  • “As melhores arquiteturas, requisitos e designs emergem de equipes auto-organizáveis.”
  • “Em intervalos regulares, a equipe reflete sobre como se tornar mais eficaz e então refina e ajusta seu comportamento de acordo.”

Bom, a partir daqui já podemos imaginar: se meu time e eu fazemos tudo isso, então quer dizer que temos uma maturidade alta, certo? Teoricamente, sim. Entretanto, não é tão simples identificar o nível de maturidade de um time ágil somente pela impressão pessoal e pelo “feeling“, mesmo conhecendo bem esses princípios. É necessário, portanto, aplicar algo um pouco mais sistêmico.

Para aplicar algo mais sistêmico no entendimento de quão maduro um time se encontra em um determinado momento, existem algumas ferramentas apropriadas. Antes de mais nada, é importante saber quais são os possíveis níveis de maturidade de um time e uma boa forma de fazer isso é por meio do Modelo de Tuckman, que sugere cinco estágios para a formação de qualquer time.

Quais são os estágios de maturidades de equipes?

  • Forming é o estágio de formação de um time. Todo time começa quando um grupo de pessoas se reúne compartilhando algum objetivo comum.
  • Storming é o estágio de “tempestade” de um time recém formado. No início do trabalho de um time recém formado é comum que existam confusões acerca de como os papéis se interagem e trabalham tanto individualmente quanto coletivamente dentro do contexto do grupo.
  • Norming é o estágio de normalização após a “tempestade”. Em algum momento, o equilíbrio entre os diferentes papéis dentro do time deve se estabelecer. Esse é o período de normalização e é aqui que as coisas começam a caminhar com mais naturalidade e as pessoas enxergam bem a importância do seu trabalho para o coletivo.
  • Performing é o estágio de performance de um time normalizado. Este é o momento de “glória” onde os resultados começam a aparecer em grande escala e dentro ou além do esperado.
  • Adjourning é o estágio de interrupção. Este momento deve chegar para todo time, seja pela mudança drástica das pessoas ou pelo adiamento, suspensão ou término do objetivo com o qual o time esteve comprometido.

Sabendo disso, podemos olhar com uma ótica mais crítica para o time e entender, de fato, qual parece ser o nível de maturidade dele. No entanto, quais são os pontos que separam a expressão “qualquer time” da expressão “time ágil”? Simples, basta unir os conceitos de Tuckman com os princípios abordados no Manifesto Ágil e encontrar o nível ao qual o seu time mais se encaixa.

O primeiro ponto de atenção, no entanto, é envolver todas as pessoas do time para uma discussão coletiva para que todos possam contribuir de alguma forma. Além disso, e pensando na união entre Tuckman e Manifesto Ágil, podemos dar clareza em alguns fatores que estão nas entrelinhas e obter um bom resultado, conforme apresentado na sequência.

Como complementar o Modelo de Tuckman aos princípios do Manifesto Ágil?

  • Forming: todo time começa quando um grupo de pessoas se reúne compartilhando algum objetivo comum. Se esse é um grupo pequeno e formado por pessoas com diferentes habilidades técnicas, então, temos um bom indicador de que esse é um time ágil em formação, segundo recomendação do Scrum.
  • Storming: no início do trabalho de um time recém formado é comum que existam confusões acerca de como os papéis se interagem e trabalham tanto individualmente quanto coletivamente dentro do contexto do grupo. A auto-organização nesse momento é um desafio, mas, também, um dos princípios mais poderosos da agilidade.
  • Norming: em algum momento o equilíbrio entre os diferentes papéis dentro do time deve se estabelecer, esse é o momento de normalização e é aqui que as coisas começam a caminhar com mais naturalidade e as pessoas enxergam bem a importância do seu trabalho para o coletivo. Se as pessoas trabalham diariamente em conjunto, mesmo com as diferenças de papéis e responsabilidades, então a normalização não deve demorar muito a chegar.
  • Performing: este é o momento onde os resultados começam a aparecer em grande escala e dentro ou além do esperado. Performar não deverá ser um problema com: Indivíduos motivados; Comunicação face a face; Reflexões constantes sobre a eficácia do trabalho; e Ajustes periódicos no comportamento das pessoas.
  • Adjourning: este momento deve chegar para todo time, seja pela mudança drástica das pessoas ou pelo adiamento, suspensão ou término do objetivo com o qual o time esteve comprometido. Isso pode acontecer inclusive com times ágeis.

Para ajudar ainda mais no processo de entendimento e enquadramento do nível de maturidade do seu time, existem alguns Assessments (ferramentas de autoavaliação) que podem ser muito úteis. Aqui na empresa Take Blip nós utilizamos a Roda Ágil.

A importância de entender os níveis de maturidade pelos quais nossos times passam dentro do seu ciclo de vida, fica clara quando percebemos que as ações do dia a dia podem ser melhores aproveitadas se direcionadas de acordo com o momento desses times. Utilizando o Modelo de Tuckman, aliado com os princípios do Manifesto Ágil e apoiado pelas ferramentas de Assessments, podemos ter grandes resultados.

E se os times passarem por transformações constantes?

Mudanças acontecem e são bem vindas, mas quando um time sofre com mudanças  de forma recorrente e em pouco tempo (menos de três meses, por exemplo) é possível que surjam efeitos distintos que podem influenciar no seu nível de maturidade. Tais efeitos podem gerar dois cenários principais:

  • cenário ótimo: o time se adapta rapidamente e é extremamente eficaz para performar neste período de tempo dentro do qual as mudanças aconteceram;
  • cenário crítico: o time é prejudicado, porque está normalizado e iniciando o estágio de performance e, por conta das mudanças, ele retrocede para o estágio de “tempestade” antes mesmo de alcançar os resultados esperados.

O segundo cenário é o mais provável de acontecer. Ele se torna um ponto de atenção quando os seus impactos são negativos tendo em vista os objetivos organizacionais e do próprio time, porque provavelmente tais objetivos não vão ser alcançados. 

É claro que tudo depende do nível das mudanças e dos impactos causados por elas, mas de qualquer forma, este é um ponto de atenção a ser considerado.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre nível de maturidade em times ágeis, descubra como o desenvolvimento profissional ocorre em Take Blip!

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