Aprendizados e inspirações que o SingularityU Brasil Summit 2018 me trouxe

singularity

O SingularityU Brasil Summit  2018 aconteceu nos dias 23 e 24 de abril em São Paulo, e participar do evento representando a Take foi uma oportunidade única.

É muito bom ter esse tipo de evento visionário no Brasil, e a HSM mandou super bem nessa iniciativa!

Foram dois dias intensos de muito conteúdo — alguns ainda não consegui assimilar até agora! Mas, para compartilhar um pouco do que foi essa experiência, fiz esse resumo de tudo que rolou no SU Summit! Confira:

Day 1: Pensar exponencialmente, transformar massivamente

Logo na primeira sessão, reflexões sobre o pensamento exponencial: criar algo massivo que ajude a tornar o mundo um lugar mais próspero, abundante e pacífico.

O presidente da Singularity University Peter Diamandis destacou a importância de ter um PTM (Propósito Transformador Massivo). Ele apresentou os conceitos da Abundância, abordada no seu livro, citando que nos próximos 100 anos teremos mais recursos e tecnologia do que tivemos até então na história da humanidade.

Peter mostrou vários gráficos com dados sobre como evoluímos nos últimos séculos em relação a índices como pobreza, analfabetismo, mortalidade infantil, expectativa de vida, entre outros — que precisamos reconhecer isso, mas infelizmente o que vende mídia são notícias negativas.

singularityu brasil summit
Sua provocação final foi:

A capacidade de impactar milhões de pessoas nunca esteve ao alcance de tanta gente, e os líderes globais e governamentais têm hoje mais poder do que nunca tiveram. O que é feito com esse poder é o que realmente importa.

Na sequência, Thomas Kriese falou sobre a SU e os conceitos de tecnologias e organizações exponenciais.

A missão da SU é impactar positivamente 1 bilhão de pessoas na próxima década usando tecnologias de crescimento exponencial: computer & networks, artificial intelligence, robotics, virtual and augmented reality, blockchain e nanotechnology.

Segundo ele, as inovações estão extremamente aceleradas e nunca foram tão baratas e acessíveis, o que torna o futuro extremamente promissor — desde que as pessoas saibam aproveitar.

Ele finalizou trazendo o conceito de Líder Exponencial: inovador, tecnológico, humanitário e futurista. Como criar um futuro abundante para todos?

Connecting the dots

Outra sessão do primeiro dia trouxe exemplos de como algumas coisas aparentemente sem ligação alguma podem se conectar e criar possibilidades infinitas e incríveis.

Divya Chander, médica especializada em neurociência e responsável pela área de neuromedicina da SU, falou sobre aquilo que mais gosta: o cérebro, e como várias tecnologias, como a nanotecnologia e a robótica, têm mudado a medicina em vários aspectos e ajudado a resolver problemas antes inimagináveis.

Ela mostrou várias pesquisas (e resultados) de experimentos que já estão sendo feitos:

  • reconstrução de pensamentos através de impulsos elétricos;
  • controlar neurônios através da luz e do som;
  • sensores ultra pequenos para leitura da mente;
  • super humanos: robótica + inteligência artificial ajudando pessoas paraplégicas a se movimentarem e cegos a enxergarem novamente — e uma afirmação mindblowing: “o que enxerga não são os olhos, e sim o cérebro.”

Divya finalizou com a tecnologia que, para mim, terá o impacto mais significativo no futuro da humanidade: o CRISPR, tecnologia para editar o DNA humano, que permite adicionar, alterar ou remover material genético de lugares específicos do genoma. As aplicações vão da medicina à produção de alimentos!

Em um dia de muita inspiração, ela deixou uma mensagem final importante:

Essas tecnologias devem ser enxergadas para potencializar as pessoas, e não destruí-las.

Equipe Take no SingularityU Brasil Summit
Equipe Take no SingularityU Brasil Summit

Day 2: Aplicações das tecnologias exponenciais e uma Nova Era

O segundo dia trouxe várias empresas, universidades e pessoas que já estão aplicando as tecnologias exponenciais de alguma forma. Foi o melhor dia sem dúvida alguma!

Larry Keeley iniciou com uma provocação: as inovações não vem de gênios, como os filmes e livros falam. Segundo ele, inovação é mais disciplina do que criatividade. Ela pode ser planejada e começa quando existe uma previsão de suas consequências no futuro. Então, Larry listou a fórmula:

  1. tem que ter tecnologia;
  2. tem que ser uma experiência incrível, que dê vontade de contar para os amigos;
  3. o preço precisa ser justo.

Também apresentou sua metodologia para avaliar inovações, do seu livro “Dez Tipos de Inovação”.

singularityu brasil summit dez tipos de inovação
Mas o conceito mais importante (pelo menos para a Take) que ele apresentou foi o seguinte:

Modern innovation is more about elegant integration than new invention.

Este é basicamente o princípio que o BLiP segue: uma plataforma de integração de APIs, hubs e serviços feita para reunir todo o processo de desenvolvimento de chatbots em um só lugar.

Reflexões sobre quem é o futuro do país

Outra talk que chamou muita atenção foi a de Tônia Casarin, que apresentou o trabalho que tem feito com professores do Brasil inteiro para prepará-los para ensinar nossas crianças — que têm um futuro ainda indefinido, visto que 60% delas vão trabalhar em empregos que ainda não existem.

Tônia pontuou que “a afetividade está diretamente ligada ao aprendizado” e finalizou trazendo uma preocupação: hoje, a educação robotiza as crianças enquanto tentamos humanizar os robôs.

Você prefere a riqueza ou a felicidade?

O evento se encerrou com uma palestra incrível de David Roberts, que mostrou gráficos do PIB per capita e da felicidade mundial. No primeiro, o Brasil não vai bem. Já no segundo, estamos lá em cima!

“Vocês preferem ser felizes ou ricos?”, ele perguntou. Depois do desafio, nos inspirou falando sobre como, para funcionar bem de verdade, a tecnologia deve ser voltada para as pessoas — algo parecido com o que vimos no F8 deste ano.

David afirmou que o maior mito sobre a automação é que ela veio para roubar o emprego dos humanos, afinal, países com menos automação são os com as maiores taxas de desemprego.
Para fechar com chave de ouro, mais um reforço sobre a importância de pensar nas pessoas ao inovar e criar tecnologias:

Se você quer mudar o mundo, mude a você mesmo. E o mundo ao redor de você vai mudar.

O SingularityU Summit deixou uma mensagem super importante: só existem tecnologias exponenciais, porque as pessoas são exponenciais. A tecnologia é apenas uma ferramenta utilizada pelos humanos para resolver problemas que os humanos possuem.


Vinicius Martins post singularityu brasil summitVinícius Martins 
Gerente de Marketing na Take

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Talvez você goste desses conteúdos também: