O que eu aprendi no TDC Floripa 2018 que não estava na programação

tdc floripa

Quando você menos espera, está aprendendo coisas novas e conhecendo pessoas incríveis que nem estavam na programação oficial do evento.

Quem gosta de participar ou organizar eventos (como eu) sabe: muitas vezes, o melhor do evento acontece fora da programação oficial. Afinal, é nesse momento que você tem a oportunidade de ver os bastidores de qualquer produção e conhecer um monte de gente que está no mesmo lugar que você, mas com objetivos e conhecimentos diferentes — fazendo com que seja uma ótima oportunidade para aprender mais sobre essas opiniões.

A última semana foi cheia de aprendizado e com várias conexões que nem esperava que fossem acontecer durante o The Developer’s Conference Florianópolis 2018 — carinhosamente chamado de TDC Floripa 2018.

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A Take, além de ter seus evangelizadores (eu e o Rafael Pacheco) palestrando em algumas trilhas, também apoiou um dos maiores (e melhores) encontros de comunidades e empresas no Brasil nas trilhas #TDC4Women, Arquitetura e Computação Cognitiva.

Antes de qualquer grande evento, é normal ter aquela ansiedade e preparação para aproveitar o máximo que você planejou. Se você nunca pensou nisso, recomendo fortemente ler com calma cada palavra da página sobre do evento do qual vai participar, vendo tanto o código de conduta quanto o tema de cada palestra.

Além disso, claro, conhecer a agenda e o perfil de cada palestrante das palestras que você tem interesse em assistir — dê preferência para a vivência dessa pessoa em relação ao assunto, não apenas as suas qualificações (nem sempre a pessoa mais qualificada tem experiência no assunto).

Este poderia ser mais um post sobre os meus aprendizados sobre o evento e suas palestras, mas dessa vez, resolvi falar sobre o que não estava no roteiro, ou melhor, não estava na programação oficial, e sobre alguns detalhes que me marcaram muito nessa edição do #TheDevConfFloripa:

Networking mais incrível pode vir de qualquer lugar, até mesmo quando dá errado

Essa talvez seja a história mais curiosa de todo esse evento. Antes de ir ao TDC, uma amiga que trabalha como evangelizadora na Microsoft tentou me conectar com a Christina Warren, Cloud Developer Advocate na Microsoft (e antiga escritora da GizModo e Mashable):

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Eu e Christina Warren depois de quase 2h de conversa. Curiosidade: ao fundo, do lado direito, está o Jon ‘Maddog’ Hall, Diretor Executivo do Linux International

Todas as nossas tentativas de nos encontrarmos deram errado, mas no último dia, por acaso, a gente se encontrou na sala de descanso para palestrantes. A conversa (e os inúmeros aprendizados) durou quase duas horas e começou com um simples (e tímido): “Por acaso você é a Christina?”.

O aprendizado maior aqui é a sua proatividade para conhecer novas pessoas e saber mais sobre a sua opinião em relação a determinado assunto. Entenda que existem opiniões diferentes das suas e que discutir sobre isso pode melhorar a sua visão (ou até mesmo mudar) sobre um determinado assunto.

Conhecimento pode vir fora da zona de aprendizado. No caso de uma conferência, fora das palestras

Considerando que o TDC é um evento com várias trilhas (e palestras) acontecendo em paralelo, é muito complicado conseguir gerenciar o tempo e a presença em todas as palestras — óbvio que a gente não consegue estar em dois lugares ao mesmo tempo e, pensando nisso, a organização gravou e disponibilizou algumas trilhas online de forma gratuita.

Diante dessa situação, nos programamos para conhecer mais sobre cada trilha e, quando foi possível, convidamos algumas pessoas para bater um papo com a gente e gravar uma entrevista sobre a palestra de cada uma. Conversamos sobre diversos assuntos, de carreira a interfaces invisíveis:

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Pacheco entrevistando o Gabriel Torres (Banco S2) durante o #TDC Floripa 2018

Ah, vamos publicar cada uma dessas entrevistas em nossa página do Facebook! Recomendo você acompanhar a gente por lá para ficar por dentro dessas entrevistas e de algumas novidades que estão por vir. ?

Em uma conferência, aproveite para abordar pessoas que estão sentadas próximas a você: pergunte o que elas acharam da palestra que vocês assistiram ou até mesmo o que a pessoa veio aprender na conferência — o resto deixo com você, mas evite ser inconveniente ou algo do tipo, pois nem todo mundo está aberto para conversar e não precisa insistir, ok? #bomsenso

Busque por inspirações (e conhecimentos) que podem satisfazer o seu momento pessoal — não apenas a curiosidade

Pois bem, este é o único ponto que vou falar sobre a programação, e para mim, pessoalmente e até mesmo profissionalmente, foi um dos melhores aprendizados da conferência como um todo:

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Yara Senger (fundadora do The Developer’s Conference) durante a sua palestra “O que o TDC me ensinou sobre empreendedorismo e negócios?”

Considerando o momento que estamos vivendo com a nossa plataforma BLiP — que lança novas features todo mês — é fácil reconhecer que o melhor caminho para a adoção de qualquer tecnologia é através de pessoas.

A palestra da Yara foi muito importante para me ajudar a visualizar este “nosso momento” e me trouxe vários insights sobre os caminhos que ainda vamos percorrer. Afinal, estamos vivendo numa “era da colaboração” e fica cada vez mais claro que vamos precisar interagir com a comunidade para empoderar pessoas (e empresas) através da troca de conhecimentos.

Ao mesmo tempo, fiquei satisfeito ao perceber que estamos indo no caminho certo, pois estamos nos preparando para lançar muitos conteúdos e cursos para ajudar as pessoas a criarem e evoluírem chatbots com o BLiP.

Para quem ainda não sabe, eu e o Pacheco vamos atuar como evangelizadores da Take e do BLiP e temos como objetivos compartilhar nossos aprendizados na Take e boas práticas para construção, evolução e desenvolvimento de chatbots através da nossa plataforma — se isso soa interessante para você, estou à disposição para conversar mais, é só me mandar um e-mail no [email protected].

Se pudesse resumir tudo o que aprendi durante o TDC Floripa 2018 que não estava na programação em apenas uma palavra, certamente seria curiosidade. Tenha curiosidade para aprender mais e conhecer novas pessoas, histórias e até mesmo (re)aprender um conteúdo que você já sabe. Espero poder te encontrar em alguns dos eventos que a Take vai participar neste ano e nunca se esqueça:

“[#OneStepBeyond] e você não está mais no mesmo lugar” — Chico Science.


caio post tdc floripaCaio Calado
Chatbot Advocate da Take

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