Como ter uma cultura data driven? Etapas para implementar o mindset de dados na sua empresa

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Muito se fala ultimamente sobre como ter uma cultura data driven. Existe um buzz ao redor do conceito, mas poucos lugares se consideram realmente com essa cultura enraizada.
Mas o que é isso? A cultura data driven nada mais é que todas as pessoas de todas as áreas de uma empresa tomando todas as suas decisões baseadas em dados. Isso quer dizer que eu não vou investir em uma tendência americana porque alguém me falou que isso ia alavancar. Ou não vou implementar uma nova feature na minha plataforma porque eu acho que esse é o comportamento do meu usuário. Posso até criar minhas hipóteses, mas sempre tenho que validá-las com meus dados.
Mas como colocar isso em prática? O primeiro passo para difundir essa cultura é cada um fazer seu papel individualmente. Mas como eu faço para ser data driven? Existem algumas etapas cruciais neste processo, e é sobre elas que vamos falar agora!

Passo a passo de como ter uma cultura data driven

1. Definir um objetivo

Seja para daqui a duas semanas, três meses ou um ano, definir um objetivo te ajuda a não tomar decisões arbitrárias demais e que não te levam a lugar nenhum. Ter um objetivo em mente em toda tomada de decisão evita com que você fique deslumbrado demais com todas as possibilidades que o Big Data pode trazer.
Uma empresa costuma ter vários objetivos ao mesmo tempo, principalmente se utiliza alguma metodologia como os Key Performance Indicators (KPI), que costumam se desdobrar para as áreas e em alguns lugares até mesmo para as pessoas. O ideal é seguir este processo para cada um dos objetivos que são de sua responsabilidade.

2. Identificar as áreas-chave

Definido meu objetivo, é necessário descobrir quais são as áreas que agregam maior valor para chegar onde preciso. É claro que todas as áreas da empresa vão impactar de alguma forma, ainda que indiretamente, mas sempre vão existir um ou dois setores de onde eu tenho que extrair o máximo de informações possíveis para a minha tomada de decisão.
Por exemplo, se meu objetivo é me tornar a melhor empresa para se trabalhar, preciso extrair dados do RH e dos funcionários. Se meu objetivo é duplicar minha receita em um tempo predefinido, preciso me concentrar nas áreas de Vendas e Customer Success. Se meu objetivo é melhorar a performance da minha plataforma, provavelmente vou envolver meu time de operações.

3. Coletar os dados

Qualquer mini ação gera algum tipo de dado, seja um contato com um cliente, um chamado aberto para o time de suporte ou uma nova pessoa entrando para uma certa área. Mas, de nada adianta os dados serem gerados se não estão sendo armazenados para uma futura análise. É preciso garantir que todos os dados que possam ser necessários no futuro estejam sendo guardados de forma adequada.

4. Analisar os dados para obter informações

Existem diversas maneiras de analisar um conjunto de dados, mas neste momento é indispensável a curiosidade. É possível tentar correlacionar duas variáveis, comparar duas variáveis, comparar uma variável ao longo do tempo, entender a frequência com que um evento ocorre ou a composição de um todo. Aqui não existe regra, o ideal é explorar e extrair tudo que aqueles dados têm para falar e, a partir daí, gerar insights para sua tomada de decisão.
Nesta etapa, é importante definir indicadores-chave para acompanhar ao longo do processo em busca de seu objetivo. Estes indicadores irão guiar sua evolução, fornecendo informações do quão próximo você está de atingir seu alvo e te dando insights rápidos do que fazer caso esteja mais longe que o esperado. Talvez este seja o passo mais essencial de todo o processo, já que, se você não acompanhar os dados ao longo do tempo, seu prazo final chegará e você não vai poder ter agido para atingir seu objetivo.
Deve-se atentar também para a forma de mostrar seus insights visualmente para os tomadores de decisão. Dependendo de como você escolhe apresentar suas informações, elas agregarão mais ou menos valor para a tomada de decisão, mas isso é assunto para um novo texto.

5. Transformar em ação

Por fim, todas as análises e insights precisam se tornar não apenas uma tomada de decisão, mas é preciso garantir que aquela decisão seja realizada. A tomada de decisão por si só não agrega em nada se não partir para a ação. É a ação que te deixa mais próximo de alcançar o seu objetivo.
Se você precisa tomar decisões (por menores que sejam) no seu cotidiano, você pode sim ser data driven. Comece por você e aos poucos vá propagando esta cultura em seu meio profissional. Você vai ver grandes evoluções!
É possível ser data driven até mesmo em sua vida pessoal. Faça um teste: defina um objetivo para o seu dia a dia e siga este processo. Pode ser juntar dinheiro para uma viagem, ser mais saudável ou aprender uma nova língua. Com o acompanhamento dos indicadores, com certeza resultados mais precisos virão — inclusive, falamos um poucos sobre metas pessoais neste post, vale a pena conferir!


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Luiza Melo
Time de Data & Analytics
 

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