Cobertura Chatbot4Devs: Os chatbots chegaram!

chatbot4devs post got

Foram meses de trabalho, preparação e muito esforço para deixar tudo pronto para o Chatbot4Devs.

Enfrentamos um leão por dia e corremos como lobos para que tudo desse certo, até que o evento finalmente chegou! E depois de um dia repleto de conteúdo e troca de conhecimento, preparamos uma série de posts para resumir um pouco do que foi essa incrível imersão sobre chatbots.

No post de hoje, vamos falar sobre as palestras de Peter Buch, Roberto Oliveira e Emanuele Capparelli, que mostraram como os chatbots chegaram para ficar. Shall we begin?

 

Palestra Peter Buch: Bot vs App

O CEO da Swell abriu as palestras do Chatbot4Devs se apresentando: Peter é o inventor da Swelly e não sabia que cor de camisa usar para ir ao evento. Azul ou branca?

Ele tirou duas fotos e enviou a seus amigos para que eles o ajudassem a escolher. Em alguns minutos, as pessoas votaram na que preferiam, e Peter conseguiu escolher a camisa branca para palestrar.

E foi assim que ele introduziu a Swelly para o público: Um chatbot que, através de votações rápidas e simples (do tipo A/B), ajuda as pessoas a tomarem as melhores decisões no dia a dia.

Como a Swelly começou?

Peter sempre foi apaixonado por design, moda e tecnologia. Assim, depois de aprender sozinho a programar, ter sua própria loja de Playstations modificados e, posteriormente, de roupas, percebeu como o feedback imediato é importante para os seres humanos tomarem as 30 mil decisões que tomam por dia.

Assim surgiu a ideia da Swelly, que começou como um app, evoluiu para um chatbot, construiu uma audiência de cinco milhões de pessoas ao redor do mundo e, hoje, cresce 29% ao mês.

Por que um chatbot?

Não é segredo para ninguém que as lojas de app estão lotadas. Por causa disso, Peter contou sobre o desejo de tornar a Swell um empreendimento multicanais.

Com o mindset de que “uma solução para um problema não é produto, mas uma missão”, a Swelly se tornou um chatbot no Facebook Messenger, onde poderia ajudar os usuários de maneira mais simples e instantânea.

O resultado não poderia ter sido melhor: Das tantas vantagens que Peter mostrou ao comparar app e bot, uma que chamou muito a nossa atenção foi que, com o bot, a Swelly teve 15 vezes mais compartilhamentos do que na época do app.

Um recado para o Chatbot4Devs

No final de sua palestra, Peter revelou o que acredita ser o segredo do sucesso da Swell: “focar em UMA coisa e fazê-la muito bem.”

Com interações A/B através de fotos e votos, o bot consegue reunir dados importantes do público, tem taxas inacreditáveis de engajamento e — em uma novidade BETA — ainda permite que empresas e desenvolvedores monetizem seus bots.

Algumas informações e surpresas ficaram apenas com quem esteve no Chatbot4Devs, mas Peter fez um convite geral a todos: “Vamos melhorar as decisões de 1 bilhão de pessoas. Juntos.”

 

Palestra Roberto Oliveira: Por que os chatbots vão engolir o mundo?

A segunda palestra do dia ficou por conta do Roberto Oliveira, CEO da Take. Ele começou em grande estilo, com o vídeo da vitória de Ayrton Senna em Interlagos, quando ele venceu de ponta a ponta mesmo estando com o câmbio quebrado – mostrando que a Take e qualquer outra empresa brasileira pode, como Senna, ser vitoriosa no mundo, mesmo com as dificuldades cotidianas de se empreender no Brasil.

Em seguida, Roberto mostrou ao público por que os chatbots vão engolir o mundo! Ele usou a frase-chave do bem sucedido fundo de investimentos Andreessen Horowitz: “os softwares  vão engolir o mundo.” E se chatbots são softwares, é natural dizer que eles serão fundamentalmente importantes para a transformação digital pela qual as empresas estão passando.

Para mostrar porque os bots terão um grande impacto no mercado, Roberto contou um pouco da história da Take: Começando em 1999 com sites WAP para navegação (uma tecnologia que não teve muito sucesso) até chegar na era dos ringtones, em que a empresa cresceu 250% por ano entre 2001 e 2005.

E qual foi o motivo desse sucesso todo? Um chatbot.

Na época em que os ringtones estouraram, cada música era representada por um código numérico. Assim, era necessário saber o código de cada música para enviá-lo ao 4100 e solicitar um ringtone.

Percebendo que o nome da música já era seu próprio código, surgiu a ideia que levou à famosa frase “Envie o nome da música para 250 para solicitar o seu ringtone”. Mesmo sem saber, a Take havia criado um chatbot — com NLP, ainda por cima.

Contatos inteligentes: a era BLiP

A Take possuía a maioria de seus chatbots em SMS quando o WhatsApp surgiu e se popularizou. Roberto não ficou preocupado; ficou desesperado. Porém, a tendência das mensagens automáticas já surgia, o que permitiu à Take pular a era do apps e ir direto para a dos contatos inteligentes (um nome mais adequado para o que hoje chamamos de chatbots).

Assim, em 2016, a empresa criou o BLiP, plataforma própria de desenvolvimento de chatbots (nos próximos posts, vamos falar sobre as palestras específicas sobre o BLiP. Fique de olho!).

A filosofia por trás

Roberto finalizou a palestra falando sobre a importância de se focar na experiência do consumidor para explorar da melhor forma o potencial dos chatbots, e como isso é um desafio em nossa cultura. Todo mundo sabe como é complicado ligar para um call center e ter seu problema resolvido e, mesmo assim, essa indústria ainda fatura 100 bilhões de reais por ano.

Porém, já existem empresas que escolheram priorizar as experiências de seus clientes e têm se dado bem com isso. Na trilionária Amazon, por exemplo, eles são “obcecados com a experiência do consumidor”.

Essa é a filosofia que o BLiP também segue: “Abstrair, encurtar e reaproveitar.” Não queremos inventar a roda; o que queremos é facilitar o uso dessas incríveis tecnologias já existentes.

Com isso, Roberto finalizou lembrando do vídeo inicial: na cultura brasileira, muitas vezes achamos que não somos inovadores o suficiente, ou até competentes o suficiente. Porém, não existem razões para não acreditarmos — afinal, mesmo com o câmbio emperrado, é possível estar no topo do mundo.

 

cobertura chatbot4devs conceito

 

Palestra Emanuele Capparelli: O que eu aprendi ao construir 100+ chatbots

Fechando as palestras da manhã do Chatbot4Devs, entrou em cena o CEO da Heroes. Começando sua carreira como engenheiro aeroespacial, o italiano Emanuele contou como sempre quis criar algo para os consumidores.

Assim, ao perceber a primeira empresa que montou — a que o permitiu construir centenas de chatbots — estava se tornando um negócio B2B, ele fundou a Heroes a partir do seguinte pensamento: Todo mundo tem seus heróis pessoais. Imagine como seria bacana poder conversar com cada um deles de maneira exclusiva?

Essa é a ideia da empresa; unir influenciadores e empresas aos usuários comuns. Fazendo tudo por chat, ela deseja enviar a mensagem certa para a pessoa certa na hora certa.

Com isso, os chatbots da Heroes podem ser utilizados em diferentes segmentos, como música, jogos, gastronomia, moda, entre outros — inclusive para palestrantes de eventos: Emanuele demonstrou seu bot pessoal ao vivo para todos os presentes, mandando uma selfie e um áudio especial de agradecimento a todos que interagiram com ele. 🙂

6 razões para os chatbots serem tão importantes

Logo após essa introdução, Emanuele afirmou que os chatbots conseguem fazer algo muito poderoso pela comunicação entre pessoas, listando 6 motivos que o fazem acreditar nisso:

  • Acesso imediato: É muito fácil acessar um chatbot;
  • Interface familiar: Por que não oferecer uma experiência aos seus clientes em uma plataforma que eles já gostam?
  • Protótipo rápido: Enquanto apps levam quatro/cinco meses para melhorar, com um chatbot é possível fazer melhorias logo nos primeiros dias, graças às interações instantâneas;
  • Alcance: Chatbots não têm o intermédio de algoritmos; é possível controlar a plataforma;
  • Dados: Conversas são uma ferramenta poderosa para reunir dados; as pessoas tendem a compartilhar suas opiniões pessoais mais por uma conversa do que por uma pesquisa formal, por exemplo;
  • Engajamento: Emanuele perguntou: Quantas vezes vocês ignoraram uma notificação de um app? E quantas vezes ignoraram uma mensagem de um amigo? O engajamento em conversas é sempre maior.

Por onde começar?

Por fim, usando toda a sua experiência na construção de bots, Emanuele deu algumas dicas para pessoas que querem começar a desenvolver os próprios chatbots:

  • Existem diversas plataformas para entender melhor, desenhar e tirar dúvidas sobre chatbots, como BotList, BOTSOCIETY e o grupo BOTS no Facebook;
  • É possível criar um chatbot em qualquer linguagem de programação, o que permite aos desenvolvedores escolherem a sua preferida sem problemas;
  • Sempre gerenciar expectativas: As pessoas possuem expectativas muito altas (com Inteligência Artificial, por exemplo), e nem sempre isso é necessário. Muito mais do que criar sistemas super inteligentes, é importante focar em fazer bons produtos.

Como mensagem final, Emanuele disse que não é preciso complicar demais ao construir um chatbot e que, por isso, não há desculpas para não começar.

 

Com as primeiras palestras do Chatbot4Devs, já ficou clara uma coisa:

cobertura chatbot4devs

Os chatbots chegaram com tudo, e não dá para fugir né? Continue acompanhando nossa série de posts para ficar por dentro de toda a cobertura do Chatbot4Devs! No próximo post falaremos sobre as palestras da Gartner, Google e o painel “Desenvolver-se: Como devs podem empreender”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Talvez você goste desses conteúdos também: