Como o Lean Inception ajudou a configurar a evolução do BLiP?

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O Lean Inception foi nosso protagonista na fase de imersão e ideação para a evolução de contatos inteligentes. Saiba como!
 
Em nosso último post sobre o Business Origami, contamos como foi o processo de imersão e start da mudança de mindset do BLiP para a construção de contatos inteligentes. Agora, explicaremos os passos seguintes do processo. 🙂

O Lean Inception

Como já havíamos mergulhado no universo da Take e conseguimos uma visão ampla de ecossistema com o business origami, chegou o momento de imersão no cenário do usuário final e ideação do nível da mudança, alinhando as expectativas do time.
Para auxiliar o processo de imersão nos apoiamos no Lean Inception, método que utiliza algumas ferramentas do design thinking. Assim como suas raízes no Lean Startup, o Inception tem como principal objetivo a concepção de um mínimo produto viável (MVP) através da co-criação de um time multidisciplinar.

Segundo a definição de Paulo Caroli, o Lean Inception é uma “sequência de atividades para alinhar e definir objetivos, estratégias e escopo do produto.”

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Como foi aplicado no BLiP?

Antes de partir para a co-criação fizemos um recrutamento dos stakeholders que teriam mais fit com a demanda e seriam peças-chave  no processo de transição. Em seguida, estruturamos os outputs esperados desse workshop.
Reunimos esse time multidisciplinar em dois dias, buscando:

  • Entender o universo do usuário e seus casos de uso;
  • Identificar dores e ganhos para gerar ideias;
  • Idear possíveis soluções;
  • Priorizar as soluções de forma que possamos ter um escopo inicial da mudança do BLiP para um construtor de contatos inteligentes.

Com a definição de participantes, objetivos e ferramentas, era hora de colocar a mão na massa!

Coletando nossos 4 outputs indispensáveis: Comportamento, Oportunidades, Definições e Priorização

01 – Comportamento: O que o usuário faz diante do problema

Para criarmos empatia com nossos usuários, precisávamos configurar quais eram as etapas percorridas por cada um dos perfis, evidenciando suas dores e ganhos através de um mapa de jornada. Essa ferramenta foi essencial para gerarmos insights sobre o relacionamento dos usuários com a plataforma, suas dificuldades e gargalos a serem trabalhados em cada momento.

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Mapa de jornada. Aqui, as emoções são representadas por emojis em cada etapa da jornada do usuário com o produto.

02 – Oportunidades: O que temos para oferecer em troca

Após entender o comportamento dos nossos usuários e touchpoints do BLiP, mapeamos através do canvas de proposta de valor o que o BLiP poderia oferecer para amenizar (ou até erradicar) dores, gerando valor por consequência.

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O canvas de proposta de valor traduz dores e ganhos do usuário em analgésicos e potencializadores de ganho.

03 – Definições: A solução vai funcionar?

Com o esclarecimento do que poderíamos oferecer aos nossos usuários, precisávamos de definições sobre a forma que nossos problemas seriam resolvidos, considerando suas limitações e ressaltando suas potencialidades. Para isso, utilizamos a matriz “É / Não é / Faz / Não faz”. Assim, nossa configuração como produto se tornou ainda mais clara e conseguimos coletar insumos para a priorização das nossas idéias e features.

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Nossa matriz definidora: Essencial para a definição e configuração do produto.

04 – Priorização de backlog: O que faremos primeiro?

Após alinhar expectativas e definir objetivos e escopo, priorizamos tudo aquilo que foi levantado durante o workshop com o time, definindo o que seria essencial e estratégico. Com esse output, compreendemos o que deveria entrar em nossa primeira versão como plataforma para criação, gestão, e evolução de contatos inteligentes.

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Modelo de priorização: Os quadrantes “Essencial”e “Estratégico” ganham prioridade.

Resultados

O Lean Inception se provou extremamente eficaz em nosso planejamento de ideação e configuração da evolução do BLiP. Com ele, conseguimos em um curto período alcançar todos os insumos necessários para a próxima etapa: a prototipação e validação da nova interface. Para saber mais, continue acompanhando nossa série e nos vemos no próximo post! 😉


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Fabiana Kauder e Fernando Lima
UI e UX Designers da plataforma BLiP na Take
 

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Como o Business Origami ajudou no direcionamento da evolução do BLiP?

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